D.a.m.a

Consciência

D.a.m.a
Não me largues, pois eu preciso de ti
Preciso que tu me digas o que ninguém mais me diz
Quero que sejamos um e não haja traição
Lembra-me a ser coerente e fala a meu coração
Mal a pessoa que eu sei que eu sou
E tentações que a minha mente pisou
E eu ganhei indo pra frente arranquei,
Cambaleei mas fui valente, fiquei
Quando, quase a chorar desabar e eu me contive,
Queria gritar, machucar e eu me abstive
Eu sei que faço e aconteço, não é só garganta
Não tenho espaço e padeço quando a mente canta
Eu não aguento, eu não posso, eu não sei, não quero
Eu não percebo, eu não me esforço, eu não fui sincero
Mas não me prendas, amanhã sou melhor,
Vem, vem comigo faz-me ser um homem melhor

Como um poema, sem temas nem esquemas,
Sem lemas nem vendas, sem esboços com pena,
Com mossas pequenas, de pequena sal-gema, eu sou...
Quem eu sou
Espírito livre que arranca sem direção
E puro equilíbrio que eu escrevo sem conexão
Eu não me esquivo, não estou preso a uma visão
Ainda não tive relevo, não por falta de ambição
Não me esqueci, não estou ileso à tentação, não
E eu não sei quem são, e eu não te quero tocar só com uma canção
Eu não te quero olhar nem ter-te na mão
Porque eu sei que faço e penso,
Sou de aço e não esqueço,
Que o baço não é transparente,
Que eu sou escasso e consciente,
E eu sei que erro e também sei que não escolhes,
É que eu prefiro ficar cego do que olhar-te nos olhos

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