David do pandeiro

Agudás, os que levaram a África no coração

David do pandeiro
Tem cheiro de benjoim no xirê alabê
Prepare o acarajé no dendê
Salve o Chachá, salve toda negritude
A Tijuca vem contar uma história de atitude

Obatalá
Mandou chamar seus filhos
A luz de Orunmila
Conduz o Ifá, destino
Sou negro e venci tantas correntes
A glória de quebrar todos grilhões
Na volta das espumas flutuantes
Mãe-África receba seus leões

No rufar do tambor, ô, ô
Atravessando o mar de Yemanjá
No sangue trago essa chama verdadeira
Raiz afro-brasileira, sou Agudá

Quem chega a Porto Novo
É raça, é povo e se mistura
De semba se fez samba
Um carnaval pelas culturas
Na fé, de meus orixás
Axé, meu Delogun
Temor e proteção ao anel do dragão de Dagoun
A união é bonita
E a gente acredita na força do irmão
No continente africano a ecoar
A epopéia Agudá, vitoriosa face da razão

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