Lupe de lupe

Tédio bom

Lupe de lupe
Um tédio bom o acometeu mas nem esperava
Ter uma mulher, um lugar só seu, quem sabe cova rasa
Tonto embrião que convenceu e cresceu um tolo
Mas antes um na mão que dois no céu, uma fatia ao bolo

Importaria se disser como queria mesmo se puder
Consertar
Suas farroupilhas por dizer o maltrapilho, o engodo
Sem prestar

Um tédio bom o comoveu, mas não valia nada
Não houve ninguém, nem mesmo eu, rindo de suas piadas
Tendo em vista o dom que floresceu em ser um grande estorvo
Fez jus ao peão que envelheceu, morreu, desintegrou

De zombarias soube bem, mas preferia mais zombar também
Pra variar
Receber um olhar, que não desdém, um gesto empático em talvez alguém

Entre má notas, tropeçando em si mesmo, caindo sem honra alguma, se cansou
E deu a volta, não por cima, nem por baixo, mas passou
A ser em feliz
E quem mal o diz, pros raios com o nariz

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