Adriana deffenti

Balangandans

Adriana deffenti
É justo, para se lamentar,
A gente abrir mão de segundos preciosos
Que talvez nos trouxessem direto um pro outro?

É justo que um pote de ouro
Venha ao seu encontro (e ao meu)
E desencadeie pânico, paralisação, desastres, desculpas?

É justo eu te dar um beijo na boca à margem da testa,
Da fala e da escrita de uma represa, uma festa?

É justo permitir que uma palavra desgovernada
Deixe minha boca
E aumente minha resistência
A você?


Se uma pessoa só é uma máquina só
Se ela
(provavelmente)
Canta, dança, pensa, treme
Aflita
Não será que tem respostas nas pontas dos dedos,
Dados, balangandans no pensamento
Que costumem nos acompanhar?

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