Doidivanas

Viagem ao sul da terra

Doidivanas
Vi a terra sem freios
A girar no nada campo à fora
No remanso das horas
Braço, enxada e tecnologia
Buscavam poesia no saciar da fome
Tinha um pé no açude e outro na fé
E estava à procura
De um certo sujeito homem
Enquanto os bichos ensinavam ao computador
A perfeita imperfeição da vida
O cio das águas
Temperava o solo fértil da imaginação
E os grãos germinavam de felicidade
A árvore que expira o ar
Inspirava o sonho
E embalava o sono tranqüilo das crianças
Com seu verde lugarzinho ao sol
No altar da natureza
Um cientista colhia frutos de magia
Na vastidão de um laboratório
A céu aberto
Sanga, coxilha e pampa sem fronteiras
Contemplei extasiado
A dança do campo e da cidade
No baile da arte do alvorecer
Sob o olhar da esperança
Era o fundo da terra brasileira
Era a filha da fusão de sangue e seiva
De mãe universal
Era o interior e o exterior
Era Sul, Centro e Norte
Era qualquer lugar
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