Pirapó e cambará

Baile da coceira

Pirapó e cambará
O assunto mais falado e comentado no rincão
Foi um índio que acabou com um fandango de galpão
Dois punha dos de pimenta ele jogou no salão
Enquanto o povo dançava
A poeira levantava e foi dando a confusão

No começo não foi nada, mas a farra estava pronta
Começaram a se coçar, no salão, de ponta a ponta
Os espirros e a coceira começaram a tomar conta
Foi coisa linda de ver
Todo mundo se bater parecendo mosca tonta

Coça, coça, coça aqui coça ali e coça lá
Velhas, moças e rapazes, todo mundo a se coçar
Coça, coça, coça aqui coça ali e coça lá
E a coceira não passava e não paravam de espirrar
Coça aqui e coça ali, coça ali e coça lá!

A coceira era tanta que o povo não resistiu
Se largaram campo a fora e o salão ficou vazio
Coceira igual aquela no rincão nunca se viu
Todo mundo em disparada
Não enxergaram mais nada e caíram dentro do rio

Tinha índio mergulhando de bombacha, bota e espora
Todo mundo dentro d’água a se coçar na mesma hora
Quem olhava parecia que eles tinham catapora
E a coceira não passava
Tinha gente que gritava: - Me salve Nossa Senhora

Coça, coça, coça aqui coça ali e coça lá
Velhas, moças e rapazes, todo mundo a se coçar
Coça, coça, coça aqui coça ali e coça lá
E a coceira não passava e não paravam de espirrar
Coça aqui e coça ali, coça ali e coça lá!

E eu estava numa moita morrendo de dar risada
Pois fui eu quem provoquei toda aquela patacoada
O povo me descobriu e parei de fazer troça
Me deram uns tapas nas ventas
Me lavaram com pimenta e eu entrei no coça-coça

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