António pelarigo

Quem me quiser

António pelarigo
Quem me quiser há-de saber as conchas
A cantiga dos búzios e do mar
Quem me quiser há-de saber as ondas
E a verde tentação de naufragar

Quem me quiser há-de saber as fontes
A laranjeira em flor, a cor do feno
A saudade lilás que há nos poentes
O cheiro da maçã que há no inverno

Quem me quiser há-de saber a chuva
Que põe colares de pérolas nos ombros
Há-de saber os beijos e as uvas
Há-de saber as asas e os pombos

Quem me quiser há-de saber a espuma
Em que sou um turbilhão subitamente
Ou então não saber coisa nenhuma
E embalar-me ao peito, simplesmente

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