Angelo trom

O poeta marginal

Angelo trom
O poeta, o poeta, o poeta...
Marginal
Um sorriso incolor
Um beijo sem flor
E fumar devagar
Como quem quisesse te dizer
Algo mais

O poeta, o poeta, o poeta...
Marginal
Sem densas figuras
Nem tão velhas rugas
Lendo os jornais
A procura de um tempo
Que não é o seu

O poeta, o poeta, o poeta...
Marginal
Seu rígido semblante
É como um quebrante
Que me faz tão mal
Mas você diz: decifra-me
Ou te devoro

Vinte anos perseguindo
As luzes dos planetas e dos vaga-lumes
Sem saber que deus existe

Percorrendo situações
De dúvidas e vidas vindas de outras vidas
Sem saber que o amor existe

Tantas emoções viventes
De um soldado a frente
Sem saber que a morte não existe.

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